20 anos na Republic of Gamers, quinta parte: os jogadores procuram novas alternativas para ter vantagem competitiva

De muitas formas, a história do gaming em PC é também a história das interfaces de controlos. Antigamente, a maioria de nós interagia com o PC apenas através do teclado — por isso, escrever palavras era a forma de jogar títulos como Zork, o Bard’s Tale original ou um dos multi-user dimensions (MUDs) que começavam a surgir nos sistemas de bulletin boards online. Os joysticks já existiam, claro, e tornavam muito mais fácil aterrar o avião no Microsoft Flight Simulator original sem te despenhares, mas a porta necessária para ligar um não estava disponível na maioria dos computadores domésticos, a menos que instalasses uma placa de expansão.
A chegada do rato como periférico padrão para computadores domésticos mudou tudo, embora talvez não tão rapidamente quanto poderias imaginar. O rato deu início à era dourada das aventuras point-and-click, mas a maioria dos jogadores continuava a manter ambas as mãos no teclado para jogar o DOOM original e outros títulos do emergente género de shooters na primeira pessoa.
Marathon e Descent foram pioneiros no uso do “mouse look”, mas diz muito o facto de o Quake original utilizar controlos de teclado por defeito. Só quando o lendário jogador Thresh ganhou o Ferrari de John Carmack ao dominar sem piedade a cena competitiva de Quake com “mouse look” é que o gaming moderno de FPS com teclado e rato começou realmente a ganhar popularidade. Mesmo assim, este esquema de controlo só se tornou verdadeiramente mainstream quando Half-Life definiu a configuração WASD como padrão.
Quando a ROG começou a trabalhar nos seus primeiros periféricos, em 2013, muitos jogadores já estavam cansados de usar equipamento que tratava o gaming apenas como uma ideia secundária. Tinham-se habituado a teclados e ratos concebidos para outros tipos de utilização, e estavam cada vez mais conscientes do quanto esses periféricos limitavam o seu desempenho. E quanto mais tempo e esforço investiam no género em rápido crescimento dos esports, mais procuravam equipamento avançado para ganhar vantagem competitiva.
Esta é a quinta parte da nossa retrospetiva do 20.º aniversário da ROG, composta por vários capítulos.
Gaming em primeiro lugar
Se comparares a forma como os jogadores utilizam um rato com a maneira como os criadores editam fotografias ou os trabalhadores de escritório navegam em folhas de cálculo, percebe-se facilmente porque é que os gamers não ficaram satisfeitos durante muito tempo com as primeiras versões deste periférico essencial. Em todos estes contextos, a precisão é importante, mas os jogadores têm uma necessidade muito maior de velocidade. Quando rodas rapidamente a câmara em Counter-Strike para disparar sobre um inimigo que te apanhou desprevenido, precisas de mover o rato a grande velocidade — provavelmente ao longo de uma grande parte da superfície do tapete — e, ao mesmo tempo, parar com precisão absoluta no ponto exato que coloca o inimigo na tua mira.

Para equipar os jogadores para momentos como estes, lançámos o primeiro rato ROG em 2013. O ROG Eagle Eye GX1000 causou logo uma forte impressão com a sua construção em alumínio escovado e oferecia um elevado nível de personalização, com suporte para quatro perfis configuráveis, um sistema de pesos ajustável e mapeamento flexível dos botões laterais programáveis. (Pequena nota: apesar de hoje em dia os gamers tenderem a preferir ratos ultraleves, houve uma altura em que adicionavam peso ao rato. De propósito! E alguns ainda o fazem. Tudo se resume à liberdade de escolha). Mas, provavelmente, a sua inovação mais importante estava no interior. Equipado com sensores laser de alta precisão capazes de atingir até 8200 dpi e pés em PTFE para um deslizamento suave sobre a superfície, oferecia capacidade de resposta instantânea em cada movimento.
Em 2014, demos mais um passo em frente com o ROG Gladius original. O valor de DPI conta apenas parte da história da capacidade de um rato acompanhar movimentos rápidos e bruscos. O sensor ótico especializado do Gladius conseguia rastrear movimentos até 200 polegadas por segundo e acelerações de 50g. Para permitir que os jogadores ativassem o modo “sniper” num instante, o Gladius possibilitava alternar imediatamente entre dois níveis de sensibilidade — um modo padrão ajustado para 1600 DPI, ideal para o gameplay do dia a dia, e um modo de velocidade ultrabaixa a 400 DPI, pensado para melhorar a pontaria e proporcionar disparos de sniper mais precisos.
A apostar ainda mais na versatilidade
Para outros cenários, os jogadores procuravam equipamento com muito mais versatilidade do que a que conseguiam obter com periféricos padrão. Pensa no esquema de controlo de um healer de raids no auge de World of Warcraft. Na altura, os healers precisavam de acesso rápido a uma enorme biblioteca de feitiços, de preferência através de um sistema de click-to-cast que permitisse interagir facilmente com as barras de vida dos colegas de equipa. Mas mesmo com modificadores de teclado, era fácil ficar sem botões no rato para atribuir habilidades.
Para estes jogadores, lançámos o versátil ROG Spatha. O grande destaque deste rato estava nos seus 12 botões programáveis, incluindo seis na lateral, facilmente acessíveis com o polegar. O padrão de inspiração maia na pega e o design ergonómico mantinham-te sempre em total controlo. Mas este rato também abriu caminho para uma nova era de ligações versáteis. Não só permitia aos jogadores escolher entre modos com e sem fios, como incluía também uma base de carregamento magnética que recarregava convenientemente o rato sempre que não estava a ser utilizado.

Em 2020, quebrámos com o convencional com o inovador ROG Chakram. A sua inovação mais evidente era o joystick na lateral esquerda. Este podia funcionar em modo analógico, permitindo um controlo intuitivo em simuladores de voo, jogos de corridas e títulos de mundo aberto, enquanto o modo digital transformava o stick num comando de quatro direções que dava acesso rápido a comandos poderosos em FPS e jogos de estratégia em tempo real.
O design arrojado do Chakram não ficou preso num museu, no entanto. O ROG Chakram X Origin mantém esta disposição de controlos, mas acrescenta funcionalidades modernas como uma taxa de polling de 8K, um sensor de 36.000 DPI e switches hot-swappable.

Este foco na versatilidade também se estendeu às primeiras entradas da ROG no mercado de teclados. O primeiro teclado ROG foi o ROG Horus GK2000, anunciado no início de 2016. O estilo agressivo deste equipamento chamava logo a atenção, com uma estrutura grande em alumínio e “asas” laterais, mas também oferecia muitas opções para os entusiastas explorarem. O comportamento de cada tecla era personalizável e incluía cinco teclas adicionais para macros. Um suporte integrado oferecia um espaço conveniente para pousar o smartphone. Uma versão atualizada em 2017 substituiu a iluminação vermelha por iluminação LED RGB, que podia ser sincronizada com o restante equipamento através do Aura Sync.
À medida que o gaming competitivo ia tomando conta da indústria, os jogadores tornaram-se cada vez mais sensíveis ao tamanho dos seus teclados. Para libertar mais espaço na secretária para a mão do rato fazer o seu trabalho, começaram a procurar teclados mais pequenos. As opções tenkeyless, que eliminavam o teclado numérico, tornaram-se mais populares, já que removiam um conjunto de teclas praticamente inúteis para gaming. Infelizmente, essas teclas são extremamente importantes para produtividade, o que tornava os teclados tenkeyless uma opção inviável para muitos utilizadores.

No final de 2016, resolvemos esse impasse com o ROG Claymore. Em vez de eliminar completamente o teclado numérico, este teclado inovador tornou-o um módulo destacável com opções de posicionamento flexíveis. Podias usar o numpad sempre que precisasses e depois guardá-lo numa gaveta da secretária durante as tuas sessões de jogo. Podias até encaixá-lo no lado esquerdo do teclado para o utilizares como um prático macro pad.

Falando em extras destacáveis, o mais recente ROG Falcata olha para o numpad removível do Claymore e diz: “segura-me a bebida energética”. Este teclado gaming dividido permite aos utilizadores remover completamente o lado direito do teclado. Antes de mais, isto abre mais opções de posicionamento ergonómico. Os jogadores que precisam de teclados ergonómicos normalmente têm de abdicar de teclados com verdadeiras credenciais de gaming, mas o Falcata faz a ponte entre esses dois mundos. Em segundo lugar, o Falcata cria possibilidades para jogadores de esports competitivos que procuram uma forma simples de ganhar mais espaço para a mão do rato.
Trocar switches
No coração de cada teclado está um conjunto de switches — um mecanismo responsável por registar quando carregas numa tecla. Na comunidade de teclados, os clássicos mecanismos de mola buckling spring, populares nos anos 1980, são quase lendários pelo seu design mecânico, resposta tátil e cliques e estalidos deliciosamente ruidosos.
Nos anos 1990, os switches de membrana tornaram-se mais comuns, em grande parte devido ao seu custo de produção mais baixo. Mais generosamente, os switches de membrana também oferecem um funcionamento relativamente silencioso, o que os torna mais adequados para a maioria dos ambientes de escritório.
Nem os buckling springs nem as membranas eram, no entanto, ideais para o mundo do gaming em PC de ritmo acelerado. Embora estes teclados permitissem aos utilizadores atingir altas velocidades de escrita, não estavam preparados para jogadores que precisavam de carregar repetidamente na mesma tecla o mais rapidamente possível. Os buckling springs exigiam demasiado curso de tecla, e os switches de membrana obrigavam os utilizadores a pressionar totalmente cada tecla até ao fim.
O aparecimento dos switches mecânicos Cherry foi um verdadeiro ponto de viragem. Estes novos switches utilizavam um design mecânico que permitia uma variedade de experiências de escrita. Os Cherry MX Red lineares e suaves tornaram-se uma sensação imediata entre os jogadores, pois permitiam ativações ultra-rápidas e repetições rápidas de teclas. Outras variantes, como os Cherry MX Blue, trouxeram de volta a sensação e o som clássico de clique.

Os primeiros teclados ROG adotaram sem problema os switches Cherry, mas não demorou muito até começarmos a desenvolver alternativas próprias. Hoje, teclados mecânicos ROG como o premiado ROG Strix Scope II 96 Wireless usam os novos switches mecânicos ROG NX, especialmente afinados para oferecer toques mais suaves, maior estabilidade e uma acústica limpa e “thocky”.

Também lançámos designs de switches que quebram o molde mecânico tradicional. Com o lançamento do ROG Strix Scope RX e do ROG Claymore II em 2021, apresentámos os ROG RX Optical Mechanical Switches, que utilizam um gatilho ótico para detetar cada ativação da tecla. Este gatilho ótico estava integrado numa estrutura que oferecia uma sensação de escrita diferente de qualquer outro switch no mercado. Em vez de usar uma haste central estreita, os switches ROG RX tinham uma haste grande e oca, firmemente presa por quatro encaixes nos cantos, e um estabilizador em “X” que mantém a tecla a mover-se de forma suave ao longo de todo o curso. Esta configuração garante uma força excecionalmente consistente e minimiza qualquer oscilação distrativa das keycaps sob os dedos.

A nossa mais recente inovação é o switch magnético ROG HFX V2. Esta gama utiliza o sensor Hall da ROG para detetar cada ativação de tecla. Os switches mecânicos tradicionais exigem que a tecla volte ao ponto de reset antes de registar um novo clique. Com o ROG HFX V2 Magnetic Switch e a funcionalidade Rapid Trigger, o switch reinicia instantaneamente à medida que a tecla sobe, oferecendo o máximo potencial de counter-strafing com o mínimo esforço.
Os switches magnéticos também permitem algo que nunca tinha sido possível com qualquer outro tipo de switch: atuação personalizável. Através da nossa interface web Gear Link ou de um botão multifunções integrado, podes ajustar o ponto de atuação dos switches em incrementos precisos de 0,01 mm. Com um único teclado, podes ter a atuação ultra-rápida de que gostas para jogos competitivos ou o curso de tecla mais longo que preferes para escrever.
Se tiveres interesse nos switches magnéticos da ROG, vê o ROG Falcata, ROG Falchion Ace HFX, ROG Falchion Ace 75 HE, ou o ROG Azoth 96 HE.
O ROG Azoth estabeleceu a ROG como líder no emergente espaço dos teclados gaming personalizados.
O conceito de computador pessoal foi sempre construído com base numa mentalidade “faça-você-mesmo”, por isso não foi surpresa quando os entusiastas de teclados começaram a assumir o controlo nas suas próprias mãos. Munidos de novas gerações de tipos de switches, estes entusiastas começaram a criar teclados personalizados que refletiam a sua criatividade e talento individuais. Por mais divertido que seja explorar as mais recentes criações do universo dos teclados totalmente personalizados, a maioria de nós não tem tempo, orçamento ou espaço de oficina para construir os seus próprios equipamentos. Para dar aos jogadores mais “mainstream” a oportunidade de entrar neste mundo de personalização de teclados, num design pronto a usar logo à saída da caixa, lançámos o ROG Azoth em 2023.

Este teclado foi (e continua a ser!) um verdadeiro “playground” de opções de personalização. Elemento central desta fórmula é o design de switches hot-swappable, que te dá a liberdade de trocar os switches por um conjunto novo — ou prolongar a vida útil do teclado substituindo switches gastos sempre que necessário. O conjunto de acessórios incluído no Azoth, como o kit de lubrificação de switches, torna-o uma verdadeira solução tudo-em-um para quem está a começar a sua jornada no mundo dos teclados gaming personalizados.
Hoje, o ROG Azoth está disponível em várias variantes. No topo da nossa gama de teclados gaming personalizados está o ROG Azoth Extreme. Mantém o mesmo layout compacto de 75% do modelo original, mas eleva a experiência a um novo nível com materiais ainda mais premium, maior capacidade de personalização e um painel OLED a cores. Optar pelo ROG Azoth X é quase como ter um teclado totalmente personalizado logo de origem. Começa com a versão branca do ROG Azoth como base visual e aposta totalmente na personalidade. As keycaps centrais têm topo branco com material semitranslúcido em três lados, permitindo que a iluminação RGB brilhe de forma intensa. As keycaps da periferia são maioritariamente pretas, enquanto teclas especiais como CTRL, ESC, Enter e a barra de espaço oferecem acentos visuais mais marcantes.

A mais recente entrada da série é o ROG Azoth 96 HE. Este teclado gaming traz de volta o teclado numérico, mantendo-se apenas cerca de um centímetro mais largo do que um teclado tenkeyless padrão. Equipado com switches magnéticos hot-swappable ROG HFX V2 e um sensor Hall de nova geração da ROG, garante deteção de inputs ultrarrápida e uma resposta consistente. A conectividade tri-mode permite alternar de forma fluida entre até cinco dispositivos, com taxas de polling de até 8000 Hz.
Os comandos de PC recebem o tratamento ROG
Hoje em dia, praticamente qualquer jogo da tua biblioteca de PC permite-te escolher entre comandos ou o teu fiel rato e teclado sem grande complicação, mas nem sempre foi assim. Nos anos 1990, uma variedade de gamepads e comandos chegou ao PC, mas muitas vezes exigiam a instalação de drivers específicos e configuração manual dos controlos, e a tua experiência dependia quase totalmente de o estúdio ter recursos para implementar suporte adequado a comandos. (Narrador: muitas vezes, não tinha.)
Em 2005, a Microsoft entrou neste “Velho Oeste” como um ranger do Arizona armado até aos dentes, ao lançar o Xbox 360 Controller para Windows e um novo padrão interno que finalmente permitiu uma verdadeira experiência plug-and-play. É difícil imaginar jogos como Dark Souls a atingirem o mesmo nível de popularidade no PC sem esta base.

Infelizmente, muitos comandos seguem a abordagem de “jardim fechado” típica das consolas, uma filosofia de design que entra em conflito com o espírito de personalização e escolha que define o espaço do gaming em PC. Para colmatar essa lacuna, lançámos os ROG Raikiri e ROG Raikiri Pro em 2023. Os primeiros comandos da ROG para PC deram aos jogadores controlo total e personalizado sobre a sua experiência através de botões traseiros intuitivos, gatilhos com passos selecionáveis e sticks analógicos personalizáveis. O modelo Pro elevou ainda mais o nível com um ecrã OLED integrado.

Se o Raikiri original foi uma abertura ousada, o seu sucessor é um golpe final. O ROG Raikiri II reformula a experiência com uma forma mais simplificada, controlos ultra-responsivos, joysticks TMR anti-drift, maior autonomia da bateria e um conjunto premium de acessórios. Liga-o ao teu PC e vais desfrutar de uma resposta incrível graças à taxa de polling de 1000 Hz da tecnologia sem fios ROG SpeedNova.
Mas a verdadeira estrela do conjunto podem ser os micro-switches. Os botões frontais, o D-pad, os bumpers e os botões traseiros utilizam micro-switches para um curso curto, uma sensação “clicky” e um feedback tátil instantâneo. Combinados com a taxa de polling de 1000 Hz, estes switches proporcionam um nível de resposta incrível. Para gaming de ritmo acelerado, não há melhor escolha.
Uma história de inovação
Quando o gaming em PC começou há décadas, os jogadores tinham de se desenrascar com os periféricos e interfaces de controlo disponíveis. Apesar de esse equipamento inicial não ter sido de todo pensado para o seu uso, os jogadores e os developers trabalharam com — e à volta — das limitações desses periféricos para criar experiências completamente novas.
Hoje em dia, não tens de te contentar com “heranças” de outros tipos de utilizadores de PC quando ligas um teclado, rato ou comando. Tens opções desenhadas desde o início a pensar no gaming. Muitas vezes desenvolvidos com contributo direto de profissionais de esports, os periféricos gaming da ROG elevam o teu setup de PC com tecnologia de ponta em resposta, controlo e personalização.
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